Rio de Janeiro vive primeira madrugada tranquila após semana de ataques
EFE
Rio de Janeiro vive primeira madrugada tranquila após semana de ataques
Entre a noite do domingo e a manhã desta segunda-feira não foi registrado nenhum ataque do crime organizado similar aos que causaram pânico no Rio de Janeiro e que motivaram a ocupação do Complexo do Alemão, informou a assessoria de imprensa da Polícia Militar.
O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro informou que no mesmo período recebeu ligações de emergência para atender seis casos de automóveis incendiados, dois deles na região metropolitana, mas aparentemente os incidentes não tinham relação com a onda de violência da última semana.
A ocupação das favelas foi considerada nesta segunda-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como a primeira etapa de uma guerra contra o crime organizado no Rio de Janeiro, um êxito que permitiu a prisão de 20 supostos traficantes no domingo e a apreensão de 40 toneladas de drogas e de 50 fuzis, segundo a Secretaria de Segurança Pública.
A operação prosseguiu na primeira hora desta segunda-feira porque a Polícia se propôs a revistar uma a uma as 26 mil casas do Complexo do Alemão para buscar armas, drogas e traficantes.
Os criminosos abandonaram as armas e praticamente não ofereceram resistência à ação policial e, por isso, há temores de que estejam escondidos em algumas das casas ou tenham conseguido burlar o cerco feito desde quinta-feira pelas autoridades.
O comandante do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) da Polícia Militar, coronel Paulo Henrique Moraes, disse que 150 agentes passaram a noite no conjunto de favelas e outros 240 os substituíram na manhã desta segunda-feira para prosseguir a operação.
O oficial acrescentou que a busca por traficantes continuará, embora tenha admitido que alguns devem ter conseguido fugir.
"O fato é que eles tentaram de diversas formas. Alguns foram presos tentando sair da comunidade vestidos de religiosos, de mata-mosquito, coisas desse tipo. Foi a alternativa que alguns tentaram. Alguns devem ter conseguido, é possível", disse o coronel.
Moraes disse que existem suspeitas de que parte do grupo de bandidos tenha escapado por uma rede de galerias subterrâneas que foi construída na região e que nem as autoridades municipais conhecem bem.
"São túneis, galerias de esgoto muito grandes. Segundo informações, a pessoa anda em pé sem problema algum. Esse trabalho foi feito por empreiteiras por partes. Então, nenhum dos engenheiros conhece de todo. Só vai ser investigado a partir do momento em que tivermos total controle da comunidade", disse.
Apesar dos habitantes do Complexo do Alemão tentaram voltar nesta segunda-feira à sua rotina, que agora está livre do terror imposto pelo tráfico de drogas, as escolas da região permaneceram fechadas, assim como a maioria do comércio.
A Secretaria de Estado de Educação informou que o reinício das aulas nas escolas da região será decidido nesta segunda-feira pela
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